Tecnologias educacionais no ensino do acolhimento com classificação de risco obstétrico na graduação em enfermagem

uma revisão integrativa da literatura

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.18174495

Palavras-chave:

Enfermagem obstétrica, Classificação de risco, Tecnologias educacionais, Jogos educativos, Formação profissional.

Resumo

O acolhimento com classificação de risco em obstetrícia é uma estratégia essencial para qualificar a assistência às gestantes, especialmente em situações de urgência e emergência. Objetivou-se analisar, por meio de uma Revisão Integrativa da Literatura, as estratégias e tecnologias educacionais utilizadas no ensino do acolhimento com classificação de risco obstétrico na formação de graduandos em Enfermagem, com vistas a identificar contribuições para a qualificação do cuidado materno. Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura, conduzida nas bases LILACS, MEDLINE, CINAHL e SciELO. A busca foi guiada pela estratégia PICo, com critérios de inclusão que priorizaram publicações entre 2018 e 2024. As evidências foram organizadas em cinco categorias temáticas: protocolos e diretrizes; capacitação profissional e metodologias ativas; desafios na implementação; estratégias de qualificação; e impactos na assistência materna. Observou-se que o uso de TE favorece o desenvolvimento de competências técnicas e cognitivas, ampliando o raciocínio clínico e a tomada de decisão em cenários simulados. A incorporação dessas ferramentas à formação em enfermagem fortalece o cuidado humanizado, mas ainda enfrenta barreiras estruturais e de capacitação. As TE representam uma alternativa promissora para superar lacunas na formação profissional sobre o A&CR, promovendo práticas seguras, eficazes e alinhadas às diretrizes do SUS.

 

Biografia do Autor

Gizelle Rodrigues Uchoa, Universidade do Estado do Pará

Graduada em Enfermagem pela Faculdade São Francisco, Pós-graduada em Saúde Materno-Infantil e Saúde da Família, pela Universidade Federal do Maranhão; Pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista: intervenções multidisciplinares em contextos intersetoriais pela Universidade Estadual do Pará; Pós-graduanda em Tutoria para Cursos em Atenção Primária à Saúde e Vigilância em Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Mestranda em Ensino e Saúde na Amazônia pela
Universidade do Estado do Pará. Atua como enfermeira assistencial na Maternidade Municipal de Tucuruí-PA e como tutora no programa para Agente Comunitário de Saúde pela Saúde pela
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora universitária pela Universidade do Estado do Pará (2019-2024) e Universidade Anhanguera (2010-2020), ambos no curso de Enfermagem

 

 

 

Ilma Pastana Ferreira, Universidade do Estado do Pará

Graduada pela Escola de Enfermagem Magalhães Barata da Fundação Educacional do Estado do Pará (1989), especialista em Enfermagem do Trabalho (1990), especialista em Administração Hospitalar à distância pelo Ministério da Saúde (2003) e especialista em Processos Educacionais pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Sírio Libanês (2013). Cursou Mestrado (2004), Doutorado (2011) em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery/ Universidade Federal do Rio de Janeiro e Estágio Pós-Doutoral (2019) em Enfermagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Enfermeira aposentada do Hospital Universitário João de Barros Barreto da Universidade Federal do Pará. É Professora
Adjunta I da Universidade do Estado do Pará, atuando nas disciplinas, Seminário de Pesquisa 1 e Enfermagem Cirúrgica. É Professora-orientadora do Programa de Pós-graduação Mestrado e Doutorado Profissional em Ensino na Saúde na Amazônia (PPGESA) e do Programa de Pós-graduação em
Enfermagem (PPGENF), Mestrado e Doutorado da Universidade do Estado do Pará. Tem experiência em ensino, assistência e pesquisa com ênfase em Enfermagem cirúrgica, de processamento de materiais médico-hospitalares, de infecção relacionada a assistência à saúde, de sistematização da
assistência de Enfermagem, principalmente, no Processo de Enfermagem e gestão do serviço de saúde e Enfermagem. Ocupou o cargo de Diretora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade do Estado do Pará, gestão 2008-2016. Vice-presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) Nacional (2016-2019). Coordenou a Comissão Regional de Residência Multiprofissional em Saúde e
em Área Profissional da Saúde (COREMU) da Universidade do Estado do Pará, gestão 2019/2022. Preside a ABEn, seção Pará, gestão 2020-2025. Vice-reitora da Universidade do Estado do Pará, gestão 2021-2025.
ORCID: 

 

Tatiane Bahia do Vale Silva, Universidade do Estado do Pará

Graduada pelo Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), Mestra em Psicologia (Teoria e Pesquisa do Comportamento) pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Doutora em Epidemiologia em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ). Atualmente é Docente efetiva e Diretora de Desenvolvimento à Pesquisa na Universidade do Estado do Pará (UEPA) . Membro do Grupo de Pesquisa NUPESA (Núcleo de Estudo e Pesquisa em Saúde da Amazônia, Coordenadora do LARTEF. Atua como Supervisora de Pesquisa no Pará pelo Estudo Nascer II - FIOCRUZ. Possui experiência na assistência, docência e gestão na área de Fisioterapia, com ênfase na atuação e pesquisa em atenção primária à saúde, idosos, populações tradicionais, neurofuncional, vulnerabilidade
social e saúde pública

Benedito Leandro Francês de Castro, Faculdade de Ciências Médicas do Pará

Formado em Medicina pela Afya- Marabá e Fonoaudiologia pelo CESUPA, pós graduado em Análise do Comportamento Aplicada, atua como médico e fonoaudiólogo no Centro de Especialidades Médicas e no Hospital Regional de Marabá,  em Marabá e Itupiranga-PA.

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Publicado

2026-01-07

Como Citar

Uchoa, G. R., Ferreira, I. P., Silva, T. B. do V., & Castro, B. L. F. de. (2026). Tecnologias educacionais no ensino do acolhimento com classificação de risco obstétrico na graduação em enfermagem: uma revisão integrativa da literatura. Rebena - Revista Brasileira De Ensino E Aprendizagem, 14, 50–72. https://doi.org/10.5281/zenodo.18174495