Produto educacional sobre oxigenoterapia para profissionais da clínica médica hospitalar
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19210701Palavras-chave:
Oxigenoterapia, Pedagogia crítica, Design InstrucionalResumo
A oxigenoterapia é uma intervenção hospitalar essencial para corrigir a hipoxemia em condições respiratórias agudas e crônicas. Para melhor assistência, a técnica exige estratégias educativas que integrem teoria e prática no cotidiano. O objetivo foi avaliar um produto educacional voltado ao manejo seguro da oxigenoterapia. As atividades foram realizadas num hospital de médio porte em Naviraí, MS. Trata-se de um estudo de natureza interventiva, conduzido segundo os pressupostos da Pesquisa-Ação. O percurso metodológico foi estruturado em quatro macroetapas – exploratória, principal, ação e avaliação – conduzidas por meio de encontros formativos. A proposta pedagógica ancorou-se na pedagogia crítica freiriana, na Aprendizagem Baseada em Problemas e no modelo de Design Instrucional. Os dados foram coletados por triangulação metodológica, envolvendo questionários autoadministráveis, entrevistas coletivas e diário de campo. Participaram 17 profissionais da equipe da clínica médica, sendo quatro enfermeiros, oito técnicos e cinco auxiliares em enfermagem e, majoritariamente mulheres, com idades entre 30 e 50 anos e tempo de atuação de cinco a mais de 30 anos. Os participantes pontuaram necessidade de aprofundamento do conhecimento técnico-científico, desenvolvimento de habilidades práticas, fortalecimento da comunicação e da colaboração em equipe. Foi pactuado a construção de um guia educativo em formato de card, com linguagem acessível, fluxos decisórios organizados por cores e recursos visuais inspirados na analogia cromática do Protocolo de Manchester. O card foi aplicado na realidade da equipe e avaliado qualitativamente pelos participantes, que relataram compreensão e segurança na tomada de decisão com o uso da tecnologia. A construção do produto educativo dialógico foi enraizada na escuta sensível, na problematização da prática e na valorização dos saberes experienciais dos trabalhadores da saúde. O card se mostrou como ferramenta para qualificar o manejo clínico da oxigenoterapia, e, como dispositivo de ressignificação da prática para fomentar a consciência crítica, o pensamento reflexivo e a corresponsabilidade no cuidado.
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