Raciocínio geográfico, escala e representação
o papel da construção de maquetes no ensino de Geografia
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21398082Palavras-chave:
Aprendizagem espacial, Mediação didática, Modelagem tridimensional, Educação básicaResumo
Este estudo analisa a construção de maquetes como estratégia didática para o desenvolvimento do raciocínio geográfico no ensino de Geografia, articulando aprendizagem, escala e representação espacial. As atividades foram desenvolvidas ao longo de um semestre letivo e envolveu aulas teóricas de Geologia e Geomorfologia, seguidas da elaboração e apresentação pública dos modelos físicos construídos, com a representação de formas de relevo, processos geológicos e diferentes escalas espaciais, com estudantes do Ensino Médio técnico. A pesquisa foi realizada com participação anônima e voluntária dos estudantes, com instrumentos de coleta aplicados após a experiência pedagógica. A análise dos dados combinou estatística descritiva e análise temática dos registros produzidos pelos estudantes. Os resultados indicam que a construção de maquetes favoreceu a visualização de relações espaciais, a compreensão da escala e a explicitação de processos geográficos, especialmente quando articulada à mediação docente e à argumentação explicativa durante as apresentações. Conclui-se que as maquetes, quando planejadas intencionalmente como parte do processo didático, podem atuar como dispositivos pedagógicos relevantes para o desenvolvimento do raciocínio geográfico no contexto escolar.
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