Educação inclusiva e tecnologias digitais

desafios e possibilidades na atualidade

Autores

  • Lilian Maria Dantas Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL
  • Adson Francisco Silva Santos Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL
  • Jonathan Francieverton da Silva Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.18483599

Palavras-chave:

Educação inclusiva, Tecnologias digitais, Acessibilidade, Práticas pedagógicas, Inclusão escolar

Resumo

A educação inclusiva consolidou-se, nas últimas décadas, como um dos principais paradigmas das políticas educacionais contemporâneas, defendendo o direito de todos os sujeitos à aprendizagem, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, cognitivas, sociais, culturais ou econômicas. Paralelamente, o avanço das tecnologias digitais tem transformado profundamente os modos de ensinar e aprender, criando novas possibilidades pedagógicas e tensionando práticas tradicionais. Este artigo analisa de forma crítica e aprofundada as relações entre educação inclusiva e tecnologias digitais, discutindo desafios, potencialidades e limitações, com ênfase na formação docente. Fundamenta-se em uma revisão bibliográfica qualitativa, mobilizando autores nacionais e internacionais como Mantoan, Sassaki, Moran, Kenski, Bersch, Freire, Vygotsky e Nóvoa. Discute-se o potencial das tecnologias assistivas, dos ambientes virtuais de aprendizagem, dos recursos multimodais e das metodologias ativas, bem como a precariedade da formação docente e os obstáculos políticos, estruturais e éticos que dificultam a inclusão. Conclui-se que a integração ética e pedagógica das tecnologias digitais, aliada à formação crítica e contínua de professores e a políticas públicas consistentes, é fundamental para a efetivação de uma educação inclusiva democrática e socialmente justa.

 

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Publicado

2026-02-04

Como Citar

Dantas, L. M., Santos, A. F. S., & Silva , J. F. da. (2026). Educação inclusiva e tecnologias digitais: desafios e possibilidades na atualidade. Rebena - Revista Brasileira De Ensino E Aprendizagem, 14, 406–420. https://doi.org/10.5281/zenodo.18483599