Mapas conceituais no ensino de botânica
uma experiência no ensino fundamental
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20273759Palavras-chave:
Botânica, Plantas, Aprendizagem, MetodologiaResumo
O processo de ensino e aprendizagem de botânica tem sido considerado difícil, principalmente quando os conteúdos são trabalhados de forma fragmentada e sem contextualização. Assim, o presente trabalho objetivou verificar se aulas utilizando a metodologia ativa dos mapas conceituais propiciam melhor aprendizagem de conteúdos botânicos em relação a uma aula totalmente expositiva. O estudo foi realizado em uma turma de sétimo ano do ensino fundamental, em uma escola pública. Duas aulas sobre o conteúdo botânico “Plantas sem sementes” foram ministradas aos mesmos alunos em dias diferentes e temporalmente espaçados, sendo que uma delas foi desenvolvida inteiramente de forma expositiva e a outra, com a abordagem dos mapas conceituais. A avaliação foi realizada por meio de observações dos estudantes, interpretação atenta e reflexões, bem como por meio de questionários idênticos aplicados após cada abordagem, cujas respostas foram avaliadas de forma comparativa. O aproveitamento dos estudantes foi maior na aula utilizando os mapas conceituais. Essa abordagem promoveu maior participação, interação, dinamicidade e atuação dos estudantes no processo de construção do conhecimento. Conclui-se que o uso de mapas conceituais possibilita caminhos para uma aprendizagem de botânica mais eficaz e significativa, em comparação às abordagens puramente expositivas.
Referências
ALMULLA, M. A.; ALAMRI, M. M. Using conceptual mapping for learning to affect students’ motivation and academic achievement. Sustainability, v. 13, n. 7, p. 4029, 2021.
ALVES, L.; BIANCHIN, M. A. O jogo como recurso de aprendizagem. Revista Psicopedagogia, v. 27, n. 83, p. 82-287, 2010.
ALVES, D. S.; POLETTO, R. S.; PASSOS, M. M. Dormência e germinação de sementes: uma proposta de ensino com evidências de aprendizagem. Revista Ciências & Ideias, p. 53-77, 2019.
AUSUBEL, D. P. Educational psychology: a cognitive view. Nova York: Holt, Rienehart and Winston, 1968.
BARBOSA, P. P.; URSI, S. Motivação de professores para a aprendizagem sobre botânica: reflexões a partir de um curso de educação continuada a distância. Revista de Educação a Distância e Elearning, v. 4, n. 1, 2021.
BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n.º 510, de 7 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais cujos procedimentos metodológicos envolvam a utilização de dados diretamente obtidos com os participantes ou de informações identificáveis ou que possam acarretar riscos maiores do que os existentes na vida cotidiana. Diário Oficial da União: Brasília, 2016. Disponível em: https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/acesso-a-informacao/atos-normativos/resolucoes/2016/resolucao-no-510.pdf/view. Acesso em: 03 dez. 2022.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Saúde. Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Ofício Circular n.º 17/2022/CONEP/SECNS/MS, de 05 de julho de 2022. Orientações acerca do artigo 1.º da Resolução CNS n.º 510, de 7 de abril de 2016. Brasília, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/camaras-tecnicas-e-comissoes/conep/legislacao/oficios-circulares/oficio-circular-no-17-de-5-de-julho-de-2022.pdf/view. Acesso em: 03 dez. 2022.
BUNTTING, C.; COLL, R. K.; CAMPBELL, A. Student views of concept mapping use in introductory tertiary biology classes. International Journal of Science and Mathematics Education, v. 4, p. 641-668, 2006.
CARTER, S.; HIRCHERT, J. Why Concept Maps? Michigan Reading Journal, v. 47, n. 2, p. 8, 2015.
CARVALHO, R. S. C.; DE MIRANDA, S. C.; DE CARVALHO, P. S. Ensino de botânica nos anos iniciais em uma abordagem investigativa à luz da aprendizagem significativa. Experiências em Ensino de Ciências, v. 19, n. 3, p. 212-223, 2024.
CERUTTI, E.; PORTO, A. P. T. Possibilidades didáticas através de site infantil para os anos iniciais do Ensino Fundamental. Revista Ciências Humanas, v. 18, n. 2, p. 203-221, 2017.
CORTELAZZO, A. L.; LOURENÇO, L. B. Metodologia da sala de aula invertida como estratégia para o ensino da fotossíntese. Revista de Ensino de Bioquímica, v. 17, n. 2, p. 15-30, 2022.
DE ARAÚJO, Tales Vinícius Marinho et al. Utilização de materiais de multimídia na abordagem conceitual da fotossíntese no ensino remoto. Rebena-Revista Brasileira de Ensino e Aprendizagem, v. 3, p. 218-228, 2022.
DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, M. M. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
DIAS, D. P. P. et al. Alternativas e possibilidades para a utilização de mapas conceituais no ensino de conceitos de ciências e biologia. Revista Valore, v. 6, p. 402-410, 2021.
DIAS, F. Y. E. et al. O papel da Feira de Ciências como estratégia motivadora para o ensino de Botânica na educação básica. Hoehnea, v. 47, e552019, 2020.
DIAS-DA-SILVA, C. D.; SILVA, A. P. da. Os mapas conceituais como recurso didático potencialmente significativo no percurso da aprendizagem da botânica. Revista de Educação, Ciências e Matemática, v. 9, n. 1, p. 143-165, 2019.
ECHELLI, S. D. A motivação como prevenção da indisciplina. Educar em Revista, n. 32, p. 199-213, 2008.
ESSER, L.; CLEMENT, L. O uso do instrumento de pré e pós-teste na Abordagem Temática: identificando aspectos relativos à apropriação conceitual. Ensino e Tecnologia em Revista, v. 7, n. 3, p. 894-907, 2023.
FISCHER, H. C.; STUMPF, T. R. E.; MARIOT, P. M. A construção de uma prática pedagógica a partir do conhecimento familiar sobre plantas medicinais. Revista Educar Mais, v. 3, n. 1, p. 56-68, 2018.
FLICK, U. Uma introdução à pesquisa qualitativa. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.
FREEMAN, S. et al. Active learning increases student performance in science, engineering and mathematics. Proceedings of the National Academy of Sciences PNAS, v. 111, n. 23, p. 8410-8415, 2014.
FURLANI, C.; OLIVEIRA, T. B. O ensino de ciências e biologia e as metodologias ativas: o que a BNCC apresenta nesse contexto? In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE LINGUAGENS EDUCATIVAS, 2018. Anais [...]. Disponível em: https://www.unisagrado.edu.br/custom/2008/uploads/anais/sile_2018/posteres/O_ENSINO_DE_CIENCIAS_E_BIOLOGIA_E_AS_METODOLOGIAS_ATIVAS_O_QUE_A_BNCC_APRESENTA_NESSE_CONTEXTO.pdf. Acesso em: 12 fev. 2026.
GILLSON, L.; INOUYE, D. W. Editorial: Insights in plant conservation. Frontiers in Conservation Science, v. 4, e1335027, 2023.
KINOSHITA, L. S. et al. A Botânica no Ensino Básico: relatos de uma experiência transformadora. São Paulo: Rima, 2006.
KINCHIN, I. A knowledge structures perspective on the scholarship of teaching & learning. International Journal for the Scholarship of Teaching & Learning, v. 3, n. 2, p. 5, 2009. .
LEITE, V. S. M.; MEIRELLES, R. M. S. O ensino de botânica na Base Nacional Comum Curricular: construções, acepções, significados e sentidos. Alexandria: Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, v. 16, n. 2, p. 213-230, 2023.
MOREIRA, M. A. Mapas conceptuales e aprendizaje significativo. Revista Chilena de Educação Científica, v. 4, n. 2, p. 38-44, 2005.
MOREIRA, M. A. Ensino e aprendizagem significativa. São Paulo: Livraria da Física, 2017.
MORSCH, M. L. A.; BIONDO, E.; LUDWIG, F. Elaboração de um Guia Panc para o Ensino de Botânica. Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 18, n. 5, p. 101-114, 2023.
NASCIMENTO, B. M. et al. Propostas pedagógicas para o ensino de Botânica nas aulas de Ciências: diminuindo entraves. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, v. 16, n. 2, p. 298-315, 2017.
NOVAK, J. D.; CAÑAS, A. J. A teoria subjacente aos mapas conceituais e como elaborá-los e usá-los. Práxis Educativa, v. 5, n. 1, p. 9-29, 2010.
NOVAK, J. D.; MUSONDA, D. Results and implications of a twelve-year longitudinal study of science concept learning. American Educational Research Journal, v. 28, n. 1, p. 117-153, 1991.
NOVAK, J. D.; WANDERSEE, J. Coeditors, special issue on concept mapping. Journal of Research in Science Teaching, v. 28, n. 10, 1991.
PÉREZ, G.; ÁNGEL, I. Educação na era digital: a escola educativa. Porto Alegre: Penso, 2015.
PINTO, Emerith Mayra Hungria et al. Mapas conceituais em cursos superiores da área da saúde: uma ferramenta para aprendizagem significativa. Rebena-Revista Brasileira de Ensino e Aprendizagem, v. 10, p. 225-240, 2025.
REGO, T. C. A indisciplina e o processo educativo: uma análise na perspectiva vygotskiana. In: Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1996.
REIS, S. H.; SANTOS, D. N.; SOUZA PINHO, M. J. Estratégias didáticas para o ensino de botânica na Educação Básica: uma revisão bibliográfica. Revista Semiárido De Visu, v. 12, n. 2, p. 941-952, 2024.
ROMANO, C. A.; PONTES, U. M. F. A. Construção do conhecimento científico a partir da intervenção: uma prática no ensino de Botânica. Educação Básica Revista, v. 2, n. 1, p. 128-132, 2016.
SABÓIA, V. S. M.; BARBOSA, R. P. Base Nacional Comum Curricular: competências, habilidades e o planejamento escolar. Pemo, v. 2, n. 1, p. 1-13, 2020.
SALATINO, A.; BUCKERIDGE, M. Mas de que te serve saber botânica? Estudos Avançados, São Paulo, p. 177-196, 2016.
SANTOS, A. L. C. et al. Dificuldades apontadas por professores do programa de mestrado profissional em ensino de biologia para o uso de metodologias ativas em escolas de rede pública na Paraíba. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 4, p. 21959-21973, 2020.
SILVA, J. N.; GHILARDI, N. P. Botânica no Ensino Fundamental: diagnósticos de dificuldades no ensino e da percepção e representação da biodiversidade vegetal por estudantes da região metropolitana de São Paulo. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, São Paulo, v. 13, n. 2, p. 115-136, 2014.
SILVA, A. P. M. et al. Aulas práticas como estratégia para o conhecimento em botânica no ensino fundamental. Holos, v. 8, p. 68-79, 2015.
SOUZA, E. A.; ARAÚJO, J. N. Aprendizagem significativa em botânica: um estudo com alunos do ensino médio envolvendo o tema briófitas. Experiências em Ensino de Ciências, v. 17, n. 3, p. 202-228, 2022.
SOUZA, N. A.; BORUCHOVITCH, E. Conceptual maps and formative evaluation: drawing relationships. Educação e Pesquisa, v. 36, n. 3, p. 795-810, 2010.
SOUZA, K. R.; KERBAUY, M. T. M. Abordagem quanti-qualitativa: superação da dicotomia quantitativa-qualitativa na pesquisa em educação. Educação e Filosofia, v. 31, n. 61, p. 21-44, 2017.
STANSKI, C. et al. Ensino de Botânica no Ensino Fundamental: estudando o pólen por meio de multimodos. Hoehnea, v. 43, n. 1, p. 19-25, 2016. .
TORRES, P. L.; MARRIOTT, R. C. V. Handbook of research on collaborative learning using concept mapping. Hershey: IGI Global Scientific Publishing, 2010.
URSI, S. et al. Ensino de Botânica: conhecimento e encantamento na educação científica. Estudos Avançados, v. 32, n. 94, p. 5-24, 2018.
VINHOLI JÚNIOR, A. J. Contribuições da Teoria da Aprendizagem Significativa para a aprendizagem de conceitos em Botânica. Acta Scientiarum. Education, v. 33, n. 2, p. 281-288, 2011.
VINHOLI JÚNIOR, A. J. Contribuições dos saberes sobre plantas medicinais para o ensino de botânica na escola da comunidade quilombola Furnas do Dionísio-Jaraguari/MS. Revista Labore em Ensino de Ciências, v. 1, n. 1, p. 137-138, 2016.
VINHOLI JÚNIOR, A. J.; VARGAS, I. A. Saberes tradicionais sobre plantas medicinais: interfaces com o ensino de botânica. Imagens da Educação, v. 4, n. 3, p. 37-48, 2014.
VINHOLI JÚNIOR, A. J.; DIAS, D. P. P.; MARIN, G. R. B. O ensino de biologia e seus contextos com a teoria da aprendizagem significativa. Revista Valore, v. 6, p. 14-25, 2021.
WANG, M. et al. The use of web-based collaborative concept mapping to support group learning and interaction in an online environment. The Internet and Higher Education, v. 34, p. 28-40, 2017.
