Percepção docente sobre Metodologias Ativas no ensino médico e as implicações para a formação por competências
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20836824Palavras-chave:
Educação médica, Aprendizagem ativa, Ensino Superior, Competência profissional, Corpo docenteResumo
O presente estudo teve como objetivo analisar a percepção de docentes de um curso de graduação em Medicina acerca das metodologias ativas de ensino e aprendizagem e sua relação com o desenvolvimento de competências na formação médica. Trata-se de uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, caráter descritivo e exploratório, realizada em uma instituição de ensino superior privada localizada no sudeste do Pará. Participaram do estudo 51 docentes, cujos dados foram coletados por meio de formulário semiestruturado contendo questões abertas e fechadas. As respostas abertas foram submetidas à análise qualitativa por meio da Classificação Hierárquica Descendente, utilizando o software IRAMUTEQ. Os resultados evidenciaram que, embora as metodologias ativas estejam incorporadas ao projeto pedagógico institucional e sejam amplamente utilizadas pelos docentes, parte deles apresenta compreensão limitada sobre seus fundamentos e potencialidades. Foram identificadas dificuldades relacionadas à formação pedagógica, ao tempo destinado ao planejamento e ao engajamento discente. Por outro lado, os docentes reconheceram contribuições significativas dessas metodologias para o desenvolvimento de competências cognitivas, sociais e profissionais, bem como para a ressignificação dos papéis docente e discente no processo formativo. Conclui-se que a efetiva implementação das metodologias ativas requer investimentos contínuos em formação docente e a consolidação de uma cultura pedagógica orientada por competências, contribuindo para a qualificação do ensino superior em saúde.
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