Percepções de Egressos de Ciência da Computação
formação e mercado de trabalho
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21444675Palavras-chave:
Egresso de Ciência da Computação, Mercado de Trabalho, Trajetória ProfissionalResumo
Este estudo analisou evidências empíricas sobre percepções e trajetórias profissionais de egressos do Bacharelado em Ciência da Computação de uma universidade pública paulista, com foco nas forças e fragilidades da formação e nos requisitos essenciais para o êxito profissional no mercado contemporâneo. Por meio de abordagem quali-quantitativa, foram realizadas, entre novembro/2024 e abril/2025, entrevistas semiestruturadas com 59 egressos formados há, no mínimo, quinze anos, abrangendo dados sociodemográficos, áreas de atuação e competências valorizadas na formação e no exercício profissional. O perfil identificado é típico do início do século XXI, com egressos majoritariamente do sexo masculino (94,92%) e brancos (79,67%), com remuneração média de R$25.664,00, embora haja grande variação entre áreas e discrepância acentuada na remuneração feminina, a qual não supera R$12.500,00. Como forças da formação, os egressos destacaram disciplinas que integram os eixos formativos alinhados aos referenciais da Sociedade Brasileira de Computação, sobretudo desenvolvimento de sistemas, projetos e resolução de problemas. As trajetórias profissionais evidenciaram cinco características centrais junto ao mercado de trabalho: alta rotatividade, qualificação técnica, pressão por resultados, pluralidade de perfis e formação continuada. Como fragilidades formativas, destacaram-se: falta de visão de mercado, ausência de estágio obrigatório e déficit no desenvolvimento de soft skills.
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