O pensamento complexo de Edgar Morin aplicado à gestão estratégica e à tomada de decisão nas organizações
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21775447Palavras-chave:
Pensamento complexo, Gestão estratégica, Tomada de decisão, Organizações, Edgar MorinResumo
Este artigo analisa como o pensamento complexo de Edgar Morin pode contribuir para a gestão estratégica e a tomada de decisão nas organizações. Parte-se do problema de que modelos lineares, fragmentados e excessivamente deterministas mostram-se insuficientes diante de ambientes marcados por interdependência, incerteza, contradições e mudanças aceleradas. O objetivo é articular os princípios dialógico, recursivo e hologramático, a auto-eco-organização e a ecologia da ação com abordagens contemporâneas de estratégia e decisão. Metodologicamente, desenvolve-se pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, mediante análise temática de obras de Morin e de estudos consolidados e recentes em Administração. A síntese indica que a complexidade não elimina o planejamento, mas exige combiná-lo com aprendizagem, adaptação, participação, monitoramento de efeitos e responsabilidade ética. Como contribuição, propõe-se um ciclo de decisão estratégica complexa, composto por contextualização, pluralização de perspectivas, formulação de cenários, experimentação responsável, acompanhamento de retroações, aprendizagem e prestação de contas. Conclui-se que o pensamento complexo amplia a capacidade organizacional de agir com coerência sem reduzir a realidade a relações simples de causa e efeito.
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