Tomada de decisão ética nas organizações

autonomia, responsabilidade e consequências gerenciais

Autores

  • Sandro Marcio Pessutti Universidad Columbia Del Paraguay, UCP

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21776186

Palavras-chave:

Pensamento complexo, Gestão estratégica, . Tomada de decisão, Organizações, Edgar Morin

Resumo

Este artigo analisa como o pensamento complexo de Edgar Morin pode contribuir para a gestão estratégica e a tomada de decisão nas organizações. Parte-se do problema de que modelos lineares, fragmentados e excessivamente deterministas mostram-se insuficientes diante de ambientes marcados por interdependência, incerteza, contradições e mudanças aceleradas. O objetivo é articular os princípios dialógico, recursivo e hologramático, a auto-eco-organização e a ecologia da ação com abordagens contemporâneas de estratégia e decisão. Metodologicamente, desenvolve-se pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, mediante análise temática de obras de Morin e de estudos consolidados e recentes em Administração. A síntese indica que a complexidade não elimina o planejamento, mas exige combiná-lo com aprendizagem, adaptação, participação, monitoramento de efeitos e responsabilidade ética. Como contribuição, propõe-se um ciclo de decisão estratégica complexa, composto por contextualização, pluralização de perspectivas, formulação de cenários, experimentação responsável, acompanhamento de retroações, aprendizagem e prestação de contas. Conclui-se que o pensamento complexo amplia a capacidade organizacional de agir com coerência sem reduzir a realidade a relações simples de causa e efeito.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sandro Marcio Pessutti, Universidad Columbia Del Paraguay, UCP

Possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2001), graduação em Pedagogia pela Universidade de Uberaba (2012), graduação em História pelo Claretiano Centro Universitário (2014), graduação em Letras Língua Portuguesa pela Universidade Estácio de Sá (2014), graduação em Teologia pelo Claretiano Centro Universitário (2015), graduação em Educação Física pelas Faculdades Alternativas de Santo Augusto (2015), graduação em Ciências Sociais pela Universidade Metropolitana de Santos (2016), graduação em Letras pela Universidade Metropolitana de Santos (2016) e graduação em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário de Jales (2017). Possui pós-graduação em Psicanálise pelas Faculdades de Ciências de Wenceslau Braz (2018), mestrado em Ciências da Educação pela Universidade Americana (2015), doutorado em Ciências da Educação pela Universidade Americana do Paraguai (2021) e doutorado em Administração, com ênfase em Psicologia, pela Universidad Columbia del Paraguay (UCP), em Assunção, Paraguai (2026). É psicanalista, conforme a Classificação Brasileira de Ocupações CBO n 2515-50, pela Escola e Associação Mineira de Psicanálise (AMAP), inscrita no CNPJ sob o n 06.170.409/0001-32. Atualmente, é professor no Centro Universitário de Sete Lagoas (UNIFEMM), desde 2026, na Associação Freiras Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário, na Ferreira, Mendes e Oliveira Centro Educacional Ltda. ME e no Colégio Nossa Senhora das Dores, em Belo Horizonte. Possui experiência na área da Educação, com ênfase em Orientação Educacional. 

Referências

AGOSTINHO, Santo. O livre-arbítrio. Tradução, organização, introdução e notas de Nair de Assis Oliveira. 2. ed. São Paulo: Paulus, 1995.

ASHFORTH, Blake E.; ANAND, Vikas. The normalization of corruption in organizations. Research in Organizational Behavior, v. 25, p. 1-52, 2003.

BANDURA, Albert. Moral disengagement in the perpetration of inhumanities. Personality and Social Psychology Review, v. 3, n. 3, p. 193-209, 1999.

BAZERMAN, Max H.; TENBRUNSEL, Ann E. Blind spots: why we fail to do what’s right and what to do about it. Princeton: Princeton University Press, 2011.

BIGNOTTO, Newton. O conflito das liberdades: Santo Agostinho. Síntese: Revista de Filosofia, Belo Horizonte, v. 19, n. 58, p. 327-359, 1992.

BOVENS, Mark. Analysing and assessing accountability: a conceptual framework. European Law Journal, v. 13, n. 4, p. 447-468, 2007.

BRASIL. Controladoria-Geral da União. Programa de integridade: diretrizes para empresas privadas. v. 2. Brasília, DF: CGU, 2024.

BRASIL. Decreto n. 11.129, de 11 de julho de 2022. Regulamenta a Lei n. 12.846, de 1º de agosto de 2013. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 12 jul. 2022.

BROWN, Michael E.; TREVIÑO, Linda K.; HARRISON, David A. Ethical leadership: a social learning perspective for construct development and testing. Organizational Behavior and Human Decision Processes, v. 97, n. 2, p. 117-134, 2005.

EDMONDSON, Amy. Psychological safety and learning behavior in work teams. Administrative Science Quarterly, v. 44, n. 2, p. 350-383, 1999.

GUISO, Luigi; SAPIENZA, Paola; ZINGALES, Luigi. The value of corporate culture. Journal of Financial Economics, v. 117, n. 1, p. 60-76, 2015.

JONAS, Hans. O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto; Editora PUC-Rio, 2006.

JONES, Thomas M. Ethical decision making by individuals in organizations: an issue-contingent model. Academy of Management Review, v. 16, n. 2, p. 366-395, 1991.

KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, 2007.

KAPTEIN, Muel. Developing and testing a measure for the ethical culture of organizations: the corporate ethical virtues model. Journal of Organizational Behavior, v. 29, n. 7, p. 923-947, 2008.

KARPOFF, Jonathan M.; LEE, D. Scott; MARTIN, Gerald S. The cost to firms of cooking the books. Journal of Financial and Quantitative Analysis, v. 43, n. 3, p. 581-612, 2008.

KISH-GEPHART, Jennifer J.; HARRISON, David A.; TREVIÑO, Linda K. Bad apples, bad cases, and bad barrels: meta-analytic evidence about sources of unethical decisions at work. Journal of Applied Psychology, v. 95, n. 1, p. 1-31, 2010.

LERNER, Jennifer S.; TETLOCK, Philip E. Accounting for the effects of accountability. Psychological Bulletin, v. 125, n. 2, p. 255-275, 1999.

MOORE, Celia et al. Why employees do bad things: moral disengagement and unethical organizational behavior. Personnel Psychology, v. 65, n. 1, p. 1-48, 2012.

MORRISON, Elizabeth W. Employee voice and silence. Annual Review of Organizational Psychology and Organizational Behavior, v. 1, p. 173-197, 2014. DOI: 10.1146/annurev-orgpsych-031413-091328.

MORRISON, Elizabeth W. Employee voice and silence: taking stock a decade later. Annual Review of Organizational Psychology and Organizational Behavior, v. 10, p. 79-107, 2023. DOI: 10.1146/annurev-orgpsych-120920-054654.

OECD. Diretrizes da OCDE para empresas multinacionais sobre conduta empresarial responsável. Paris: OECD Publishing, 2023.

OLIVEIRA, Cybelle Aline; SOUZA, Franscisca Cláudia de; SANTOS, Vânia Aparecida. Ética docente na prática. Rebena - Revista Brasileira de Ensino e Aprendizagem, v. 4, p. 181-188, 2022.

PALAZZO, Guido; KRINGS, Franciska; HOFFRAGE, Ulrich. Ethical blindness. Journal of Business Ethics, v. 109, n. 3, p. 323-338, 2012.

REST, James R. Moral development: advances in research and theory. New York: Praeger, 1986.

ROY, Achinto; NEWMAN, Alexander; ROUND, Heather; BHATTACHARYA, Sukanto. Ethical culture in organizations: a review and agenda for future research. Business Ethics Quarterly, v. 34, n. 1, p. 97-138, 2024.

SCHWARTZ, Mark S. Ethical decision-making theory: an integrated approach. Journal of Business Ethics, v. 139, n. 4, p. 755-776, 2016.

SIMON, Herbert A. Administrative behavior: a study of decision-making processes in administrative organizations. 4. ed. New York: Free Press, 1997.

SONENSHEIN, Scott. The role of construction, intuition, and justification in responding to ethical issues at work: the sensemaking-intuition model. Academy of Management Review, v. 32, n. 4, p. 1022-1040, 2007.

TENBRUNSEL, Ann E.; MESSICK, David M. Ethical fading: the role of self-deception in unethical behavior. Social Justice Research, v. 17, n. 2, p. 223-236, 2004.

TREVIÑO, Linda K. Ethical decision making in organizations: a person-situation interactionist model. Academy of Management Review, v. 11, n. 3, p. 601-617, 1986.

TREVIÑO, Linda K.; WEAVER, Gary R.; REYNOLDS, Scott J. Behavioral ethics in organizations: a review. Journal of Management, v. 32, n. 6, p. 951-990, 2006.

VICTOR, Bart; CULLEN, John B. The organizational bases of ethical work climates. Administrative Science Quarterly, v. 33, n. 1, p. 101-125, 1988.

WEBER, Max. Ciência e política: duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2011.

Downloads

Publicado

2026-03-30

Como Citar

Pessutti, S. M. (2026). Tomada de decisão ética nas organizações: autonomia, responsabilidade e consequências gerenciais. Rebena - Revista Brasileira De Ensino E Aprendizagem, 14, 711–728. https://doi.org/10.5281/zenodo.21776186