O papel da gestão escolar na efetivação da educação inclusiva
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22086365Palavras-chave:
Educação inclusiva, Gestão escolar, Inclusão escolar, Gestão democráticaResumo
Este artigo, de natureza estritamente bibliográfica, propõe uma análise crítica acerca das distinções conceituais entre integração e inclusão no debate acadêmico contemporâneo, articulando essa discussão ao papel estratégico da gestão escolar. Evidencia-se, de início, um equívoco recorrente na literatura e nas práticas pedagógicas: a tendência a homogeneizar tais conceitos, operando-os como sinônimos intercambiáveis de mera inserção formal do educando no espaço diretivo. Para estruturar essa reflexão, o percurso argumentativo organiza-se em três momentos fundamentais. A primeira seção delineia um breve resgate histórico-documental da educação inclusiva nos cenários internacional e nacional, tensionando os retrocessos e as conquistas consolidadas ao longo do tempo. Na sequência, estabelece-se um diálogo teórico com as formulações de Stainback e Stainback (1999), Mantoan (2000; 2006), Mittler (2003), Sassaki (2010), Lourenço (2010) e Jannuzzi (2012). O objetivo é problematizar e demarcar as fronteiras epistemológicas que separam os paradigmas da integração e da inclusão, elucidando as premissas que sustentam a perspectiva inclusiva na atualidade. Por fim, a última seção ancora-se nos aportes de Lück (2009), Sousa (2009) e Silva (2015) para examinar a centralidade do gestor como agente mediador e catalisador de transformações estruturais, cuja práxis é indispensável para a efetivação de um projeto pedagógico pautado pela qualidade social e pela equidade.
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