Ensino de línguas estrangeiras na escola pública brasileira
desafios, precarização e ausências curriculares
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18468271Palavras-chave:
Ensino de línguas estrangeiras, Educação pública, Políticas educacionais, Precarização, Inclusão linguísticaResumo
O ensino de línguas estrangeiras nas escolas públicas brasileiras enfrenta desafios estruturais que comprometem a aprendizagem significativa. Turmas numerosas, carga horária insuficiente e a ausência de recursos pedagógicos adequados limitam o contato efetivo com o idioma, tornando inviáveis práticas comunicativas consistentes. Além disso, a predominância do ensino de inglês e a exclusão do espanhol refletem lacunas nas políticas educacionais, restringindo o acesso à diversidade linguística e cultural. Este estudo analisa criticamente essas problemáticas, articulando a precarização docente, a falta de formação continuada e os impactos das condições institucionais sobre a aprendizagem de línguas estrangeiras. Argumenta-se que a melhoria do ensino requer políticas públicas articuladas, valorização docente, redução do número de alunos por turma e a adoção de metodologias interativas, capazes de promover o diálogo e a prática efetiva do idioma. A pesquisa contribui para a reflexão sobre estratégias pedagógicas inclusivas e viáveis, que respeitem as limitações contextuais e fomentem a democratização do ensino de línguas.
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