Políticas curriculares no ensino superior
da Reforma de 1968 às Diretrizes Curriculares Nacionais
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20365114Palavras-chave:
Políticas curriculares, Diretrizes Curriculares Nacionais, Currículo, SUSResumo
O artigo analisa as políticas curriculares do ensino superior brasileiro, da Reforma Universitária de 1968 às atuais Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), com ênfase na formação em saúde e na enfermagem. Concebe o currículo como um processo dialético e coletivo, estruturado nas dimensões ideológica, contextual e operacional, moldado por transformações tecnológicas, sociais e informacionais. Analisa a evolução histórica da universidade no Brasil, da herança colonial à centralização dos anos 1930 e à flexibilização promovida pela LDB de 1996, evidenciando tensões entre regulação estatal e autonomia institucional. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), as DCNs propõem a formação de profissionais generalistas, interdisciplinares e humanistas, embora enfrentem desafios como fragmentação curricular, resistência pedagógica e desigualdades estruturais. O estudo critica o viés elitista persistente e defende a práxis como síntese entre teoria e prática, reafirmando a importância de currículos críticos e integrados voltados à emancipação, ao compromisso social e ao cuidado integral do indivíduo.
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