Interculturalidade crítica nas escolas quilombolas
desafios e resistência frente às diferenças culturais amapaenses
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21923963Palavras-chave:
Interculturalidade crítica, Educação quilombola, Formação docente, Identidade, AmapáResumo
O estudo analisa a interculturalidade crítica nas escolas quilombolas do Amapá, enfocando os desafios para a valorização das identidades culturais e as estratégias de resistência presentes no cotidiano escolar. Parte-se da compreensão de que a educação quilombola deve considerar as especificidades históricas, culturais e territoriais das comunidades, superando práticas pedagógicas eurocentradas. O objetivo foi investigar os desafios e as formas de resistência desenvolvidas nessas escolas à luz da interculturalidade crítica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória, baseada em revisão de literatura, com consulta a livros, artigos, teses e dissertações disponíveis em bases como SciELO, Portal de Periódicos CAPES e repositórios institucionais. A análise dos dados foi realizada por meio da análise de conteúdo temática. Os resultados indicam que a interculturalidade crítica ainda é incorporada de forma limitada nas escolas quilombolas amapaenses, principalmente em razão da insuficiência de formação docente específica. Entretanto, destacam-se práticas de resistência que valorizam os saberes locais e fortalecem a relação entre escola e comunidade. Conclui-se que a efetivação de uma educação intercultural crítica requer investimento em formação docente, revisão curricular e reconhecimento das especificidades culturais quilombolas.
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