Distribuição espacial e temporal epidemiológica das leishmanioses na Região dos Carajás–PA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22695000

Palavras-chave:

Doença negligenciada, Protozooses, Saúde Pública, Epidemiologia

Resumo

As leishmanioses, classificadas como Doenças Tropicais Negligenciadas, representam um grave problema de saúde pública no Brasil, sobretudo nas regiões norte e nordeste, apresentando uma epidemiologia complexa e multifatorial, influenciada por variáveis temporais e espaciais, sendo associadas a vetores animais que possuem ciclos biológicos intricados, dificultando o controle e a vigilância em saúde pública. O estudo teve como objetivo analisar a ocorrência dos casos notificados de leishmanioses na região dos Carajás, sudeste do Pará, composta por 12 municípios. A pesquisa foi do tipo epidemiológica, descritiva e quantitativa, utilizando dados secundários da Secretaria de Estado da Saúde do Pará, do período de 2019 a 2024. Registrando-se 482 casos de leishmaniose visceral e 1.098 de leishmaniose tegumentar americana na região, onde os municípios de Parauapebas e Marabá concentraram os maiores índices. Os resultados apontam relação entre a incidência das doenças e fatores ambientais, socioeconômicos e antrópicos, como desmatamento, saneamento, clima e vulnerabilidade social, que favorecem o agravo das endemias urbanas. Assim, as leishmanioses permanecem endêmicas na região dos Carajás, exigindo políticas públicas integradas de controle vetorial, educação em saúde e fortalecimento da vigilância epidemiológica. O enfrentamento eficaz requer abordagem multissetorial e intervenções estratégicas de saúde pública que considere as particularidades socioambientais da Amazônia.

 

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Biografia do Autor

Phamella Belem Reis, Universidade do Estado do Pará, UEPA

Bióloga, formada pelo Instituto Federal de Educação e Ciência do Estado do Pará - IFPA, Doutoranda em Ciências Ambientais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (Universidade do Estado do Pará – UEPA) e Especialista em Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade Intercultural da Amazônia - FIAMA.

Anderson Eudoxio Araujo, Universidade do Estado do Pará, UEPA

Engenheiro Ambiental e Sanitarista-UEPA (2018-2023), atualmente é Mestrando Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (Universidade do Estado do Pará – UEPA).

Paulo Afonso Almeida Da Cruz, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, IFPA

Licenciado em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (2022); Especialista em Educação Ambiental pela UniFECAF (2025); e Especialista em Ensino da Biologia pela FAVENI (2025). Atualmente sua linha de pesquisa está voltada para Ciências Ambientais.

Jaqueline Medeiros Dias, Universidade do Estado do Pará, UEPA

Graduada em Gestão Hospitalar pelo Instituto Federal do Pará (IFPA - Campus Belém) e atualmente é mestranda do Programa de Ciências Ambientais da Universidade do Estado do Pará (UEPA). Sua área de pesquisa e atuação tem foco na intersecção entre Saúde e Meio Ambiente.

Herbert Paulino Cordeiro , Universidade do Estado do Pará, UEPA

Médico Infectologista (Mestre e Doutor em Ensino em Saúde na Amazônia).

Rafael Trindade De Oliveira, Universidade Federal de São Paulo

Médico pela Universidade do Estado do Pará; Residência em Infectologia pelo Hospital Santa Marcelina (São Paulo); Mestre em ciências pela Universidade Federal de São Paulo

Armando Sequeira Penela, Universidade Federal do Pará, UFPA

Graduação em FÍSICA BACHARELADO pela Universidade Federal do Pará (1987), graduação em MEDICINA pela Universidade do Estado do Pará (1991). Residência médica (especialização) em dermatologia, mestrado em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará (2001). Atualmente é professor assistente da Universidade do Estado do Pará. Tem experiência no ensino superior na área de Fisioterapia e Terapia Ocupacional UEPA, Medicina (UFPA) biomedicina, enfermagem, farmácia (Cesupa) e Nutrição (CESUPA).

Cléa Nazaré Carneiro Bichara, Universidade do Estado do Pará, UEPA

Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1985), mestrado (2001) e doutorado em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará (2009). Residência em Clínica Médica (HSE, 1988), Especialização em Saúde Pública (UNAERP/1990), Medicina Tropical (UFPA/1987), Saúde Coletiva (UEPA/2009) e Processos Educacionais em Saúde (Hospital Sírio Libanes/2013). É professora adjunta da Universidade do Estado do Pará, na Disciplina Doenças Infecciosas e Parasitárias (1988) Professora nível 3 do Curso de Medicina da Faculdade da Amazônia/FAMAZ (2017). Professora permanente dos programas de pós-graduação em Ciências Ambientais CCNT/UEPA e Educação em Saúde na Amazônia (ESA) CCBS/UEPA. Pesquisadora do Núcleo de Medicina Tropical/UFPA. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase a toxoplasmose, esquistossomose mansônica, doenças infecciosas na gravidez, infecções congênitas, educação em saúde com metodologias ativas. Membro da Academia de Medicina do Pará, do Comitê Clínico de Parasitologia da Sociedade Brasileira de Infectologia, da Rede Brasileira de Pesquisa em Toxoplasmose, da Rede Paraense de Parasitologia, da Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Brasileira de Médicos Escritores-PA.

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Publicado

2026-09-10

Como Citar

Reis, P. B., Araujo, A. E., Da Cruz, P. A. A., Dias, J. M., Cordeiro , H. P., De Oliveira, R. T., … Bichara, C. N. C. (2026). Distribuição espacial e temporal epidemiológica das leishmanioses na Região dos Carajás–PA. Rebena - Revista Brasileira De Ensino E Aprendizagem, 17, 308–321. https://doi.org/10.5281/zenodo.22695000