O ensino da Fisioterapia na Saúde da Mulher no Norte do Brasil
um diagnóstico situacional baseado nos relatos dos discentes
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23537012Palavras-chave:
saúde da mulher, aprendizado ativo, ensinoResumo
Introdução: A disciplina de fisioterapia na saúde da mulher tem apresentado superficialidades no processo de ensino-aprendizado, impactando a formação de futuros fisioterapeutas e implicando em uma redução de registros profissionais nessa especialidade. Objetivo: Realizar um diagnóstico situacional com alunos do curso de fisioterapia, a fim de identificar a percepção deles sobre o processo de aprendizado da disciplina durante a graduação, enfatizando o ganho de competências para a realização da técnica de avaliação funcional do assoalho pélvico. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal e qualitativo, de caráter exploratório- descritivo, realizado no mês de outubro de 2025, através de três reuniões na modalidade online, com alunos de fisioterapia de uma universidade pública do norte do país. Resultados: Os relatos dos alunos corroboram a literatura quanto as limitações no ensino-aprendizado da disciplina, entendendo que suas particularidades e a necessidade de preservação da paciente, acabam limitando a prática clínica durante a graduação. Diante disso, estes trazem como principal sugestão o treino profissional em práticas simuladas e metodologias ativas. Conclusão: O diagnóstico situacional permitiu identificar nos alunos insatisfação e, ao mesmo tempo, anseio em suprir essas carências através de metodologias que favoreçam a correlação entre a teoria e a prática profissional.
Downloads
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA NA SAÚDE DA MULHER. Ensino em fisioterapia na saúde mulher: orientações e esclarecimentos [livro eletrônico]. Belém-PA, 2021. Disponível em: https://crefito12.org.brOrientac%CC%A7o%CC%83es-Ensino-em-FISM-ABRAFISM.pdf. Acesso em 20 mai. 2026.
ASSUNÇÃO, M.R.S et al. A sexualidade feminina na consulta de enfermagem: potencialidades e limites. Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v.10, n. 68, p. 1-18, 2020.
Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/39397/pdf. Acesso em 15 jul. 2026.
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Tradução: Luís Antero reto, Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70,2011.
BORGES, K.P. Competências para formação do fisioterapeuta no âmbito das diretrizes curriculares e promoção da saúde. Revista Saúde e Pesquisa, v. 11, n. 2, p. 347-358, 2018. Disponivel em:< https://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/view/6550>. Acesso 10 Jul.2026.
BRASIL. Ministério dos transportes. Matriz SWOT e a gestão de qualidade. Portal da estraté-gia. Brasília, 2016. Disponível em:https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/portal-da-estrategia/artigos-gestao-estrategica/matriz-swot-e-a-gestao-da-qualidade>. Acesso 7 Jul. 2026.
DRIUSSO, P et al. Perfil dos docentes e do conteúdo de disciplinas de Fisioterapia em Saúde da Mulher ministradas em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas no Brasil. Fisioter Pesqui, V. 24, n. 2, p.211-217, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/fp/a/RkHYrHgr7VZxp8Xq75bPxDj/abstract/?lang=pt. Acesso em 10 Jul.2026.
FRAWLEY, H.C et al. An argument for competency-based training in pelvic floor physiotherapy practice. Physiotherapy theory and practice, 2017. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/09593985.2018.1470706. Acesso em 10 abr.2026.
INTERNATIONAL ORGANIZATION OF PHYSIOTHERAPISTS IN PELVIC & WOMENS´S HEALTH. Recommendations for Education in Pelvic and Women’s Health Fields, 2023. Disponível em:< /ioppwh-website.s3.eu-west 2.amazonaws.com/IOPPWH+Education+Recommendations+June+2023.pdf>. Acesso em 20 jun.2026.
KRAUSE, J.; DIAS, L.P.; SCHEDLER, C. Competency-Based Education: A Framework for Measuring Quality Courses. Online Journal of Distance Learning Administration, v.18, n.1, 2015. Disponível em:https://www.researchgate.net/publication/275658596_Competency-Based_Education_A_Framework_for_Measuring_Quality_Courses. Acesso em 5 mai. 2026.
LIMA, A.C.S et al. Gênero e sexualidade na formação de enfermeiros no ensino superior público brasileiro: estudo documental. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro, v.11, 2021. Disponível em: http://www.seer.ufsj.edu.br/recom/article/view/3877/2645. Acesso em 17 jun.2026.
PEREIRA, B.A et al. Perspectiva estudantil sobre o ensino por competências em uma universidade do sul do Brasil. Lumen et virtus, v. 17, n. 57, p.1-17, 2026. Disponível em:< https://periodicos.newsciencepubl.com/LEV/article/view/12038>. Acesso em 5 jul.2026.
PERICOLO, C.S. Educação e sexualidade: história de uma disciplina no curso de pedagogia da UDESC. DISSERTAÇÃO (MESTRADO) - Pós-graduação em educação científica e tecnológica, Universidade federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2018. Disponível em:. Acesso 5 Jul. 2026.
WALLACE, S.L.; MILLER, L.D.; MISHRA, K. Pelvic floor physical therapy in the treatment of pelvic floor dysfunction in women. Curr Opin Obstet Gynecol, v. 31, n. 6, p. 485-493, 2019. Disponível em: < https://journals.lww.com/co-obgyn/abstract/2019/12000/pelvic_floor_physical_therapy_in_the_treatment_of.19.aspx. Acesso 10 jul.2026.
ZHANG, Y et al. The use of bedside case-based learning in the clinical practice of midwifery education in China. BMC Medical Education, v. 24, 2024. Disponível em:<https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39543625/. Acesso em 5 abr. 2026.
ZHAO, L.; DAI, X.; CHEN, S. Effect of the case-based learning method combined with virtual reality simulation technology on midwifery laboratory courses: A quasi experimental study. International Journal of Nursing Sciences, v.11, p. 76-82, 2024. Disponível em:< https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38352279/> Acesso em 5 abr.2026.
