A prova dos nove na Educação de Jovens e Adultos
possibilidades para o desenvolvimento do pensamento crítico
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23455161Palavras-chave:
Prova dos nove, Educação de Jovens e Adultos, Educação Matemática, Pensamento Crítico, Cálculo mentalResumo
Este artigo analisa a prova dos nove apresentada na obra Aritmética Prática, de Theobaldo Miranda Santos, publicada em 1952, e discute suas possibilidades como recurso facultativo para o ensino de Matemática na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A investigação é qualitativa, bibliográfica e documental, tomando a obra de Santos como fonte histórica e articulando-a a contribuições de Paulo Freire, Ubiratan D’Ambrosio, Dermeval Saviani, José Carlos Libâneo e Mikhail Bakhtin. Sustenta-se que a retomada dessa técnica não deve significar sua reinserção obrigatória no currículo nem a substituição de recursos atuais. Seu interesse pedagógico reside na criação de situações em que estudantes adultos comparem estratégias, formulem hipóteses, identifiquem falhas e avaliem os limites de diferentes formas de verificação. A prova dos nove funciona por relações de congruência módulo nove, mas pode aceitar resultados incorretos que possuam o mesmo resto. Essa limitação, quando problematizada pelo professor, transforma uma regra antiga em objeto de investigação: o estudante deixa de apenas executar um procedimento e passa a perguntar por que ele funciona, quando falha e quais evidências são suficientes para aceitar um resultado. Propõe-se uma sequência didática baseada na comparação entre estimativa, cálculo escrito, prova dos nove e calculadora, com situações relacionadas a compras, parcelas e orçamento. Conclui-se que a técnica pode contribuir para o cálculo mental, a argumentação e a autonomia intelectual de estudantes da EJA, desde que seja apresentada como possibilidade de exploração crítica, respeitando a experiência, o interesse e o ritmo dos participantes.
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Referências
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