Utilização de jogos digitais para o ensino de matemática a estudantes com autismo nos anos iniciais
um mapeamento das pesquisas em documentos na última década
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20125938Palavras-chave:
Ensino de Matemática, Prática docente, Jogos Digitais, Estudantes, AutismoResumo
Este artigo apresenta o mapeamento de documentos que teve como objetivo investigar a utilização de jogos digitais junto a estudantes com autismo nos anos iniciais para apropriação de conhecimentos matemáticos. Para tanto, esquematizamos a coleta que traz os achados referentes ao tema, considerando que a tecnologia não é neutra. Sua incorporação ao ensino de Matemática pode produzir tanto inclusão substantiva quanto exclusão sofisticada, daí a ideia de buscar compreender como esta tem sido empregada. Os procedimentos metodológicos se deram por meio de pesquisa bibliográfica combinada com uma revisão sistemática da literatura. Selecionamos uma gama de documentos a partir da plataforma de pesquisa online Google Acadêmico, utilizando filtro de busca dos últimos 10 (dez) anos (2014 a 2024), contendo os 4 (quatro) descritores: “jogos digitais”, “ensino de matemática”, “estudantes” e “autismo”. Como resultados, observou-se que existe a necessidade de uma transformação paradigmática que exige, a superação da lógica homogeneizadora com vistas a reconhecer a pluralidade cognitiva dos sujeitos, além de uma estrutura curricular reconfigurada que articule políticas públicas e prática docente que promova uma formação crítica e reflexiva. Acreditamos que somente a integração desses elementos permitirá que os recursos digitais transcendam o caráter instrumental e assumam papel estruturante na construção de uma educação matemática inclusiva.
Referências
ASSAI, N. D. S.; ARRIGO, V.; BROIETTI, F. C. D. Uma proposta de mapeamento em periódicos nacionais da área de ensino de ciências. Revista de Produtos Educacionais e Pesquisa em Ensino – REPPE, v. 2, n.1, p. 150-166, 2018.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
BOSA, Cleonice. Autismo: atuais interpretações para antigas observações. In: BOSA, Cleonice. Autismo e educação: reflexões e propostas de intervenção. Porto Alegre: Artmed, 2002. p. 21-39.
BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. A reprodução. 3.ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1998.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil Diário Oficial da União, 5 de outubro de 1988.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: Diário Oficial da União, 7 jul. 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 18 fev. 2026.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 18 fev. 2026.
BRASIL. LEI N° 13.005/2014 - Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. 2014. Disponível em: http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-de-educacao/543-plano-nacional-de-educacao-lei-n-13-005-2014. Acesso em: 18 fev. 2026.
BRASIL. Censo Escolar, 2024. INEP. Divulgação dos resultados. Brasília, 2024. Disponível em: https://download.inep.gov.br/censo_escolar/resultados/2024/apresentacao_coletiva.pdf Acesso em: 18 fev. 2026.
BRITO, Julianny Marcelly Silva de. Ensino de Polígonos e Quadriláteros: uma proposta metodológica para estudantes com Transtorno do Espectro Autista. Monografia: Curso de Licenciatura em Matemática-UFPB, 2022.
CARVALHO Franciele de Moraes, AMORIM Fúlvia Ventura Leandro. O Papel do Professor na Inclusão de Alunos com Transtorno do Espectro Autista no Ensino da Matemática: um Estudo Bibliográfico. Monografia. Curso de Licenciatura em Matemática do Instituto Federal do Espírito Santo. Campus Cachoeiro de Itapemirim, 2023.
COURY Layla Mariana Sucini. Autismo e estratégias para o ensino da matemática: um estudo de caso nos anos iniciais do ensino fundamental. Dissertação. Mestrado em Ensino de Educação Básica-UERJ. Rio de Janeiro, 2022.
DUARTE Rodrigo Gonçalves, DUARTE Leonardo Felipe Gonçalves, CORRÊA Ana Maria. Educação em perspectiva: possibilidades e desafios em contextos multidisciplinares. Itapiranga: Schreiben, 2023.
HARDY, E. Instruções para escrever um projeto de pesquisa. Campinas: Macroven Gráfica, 2006.
IOCCA Reginne Michelli Silva. Ensino Inclusivo de Ciências e Matemática: Percepção dos Professores Sobre As Práticas Pedagógicas na Educação Básica com Vistas ao Aluno TEA em SINOP/MT. Dissertação: Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade do Estado de Mato Grosso - (UNEMAT), Barra do Bugres, 2024.
LAUTERT Cíntia, PIRES Claudia Clarice Klein, BEHAR Patricia Alejandra. Gamificação de Práticas Pedagógicas: uma estratégia para potencializar o desenvolvimento de Competências Digitais Docentes. Artigo Revista Novas Tecnologias na Educação. Volume 22, nº 1. Jul, 2024.
MARTINS, Angela Karina. A aprendizagem significativa no contexto escolar: reflexões sobre o papel de professores e alunos. Rebena - Revista Brasileira de Ensino e Aprendizagem, [S. l.], v. 13, 2025. Disponível em: https://rebena.emnuvens.com.br/revista/article/view/368. Acesso em: 2 maio. 2026.
NÓVOA, António. As Organizações Escolares em Análise. Lisboa: Publicações Dom
Quixote,1995.
NUNES, Terezinha et al. Educação Matemática: números e operações numéricas. São Paulo: Cortez, 2005.
SAMPAIO, RF, MANCINI, MC. Estudos de revisão sistemática: Um guia para descrição criteriosa da evidência científica. Revista Brasileira de Fisioterapia, 2007.
SANTOS, B. S. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia dos saberes. In SANTOS, B. S.; MENESES, M. P. Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2020, p. 31-83
SOARES Ângela Brum. Educação inclusiva: atendimento educacional especializado e a utilização das tecnologias como acesso à aprendizagem: volume 1. Manual. Bagé, RS: Estúdio Brio, 2022.
TOMAZ, Marlene. Formação continuada e práticas pedagógicas: um estudo sobre sua relação com a qualidade do ensino. Rebena - Revista Brasileira de Ensino e Aprendizagem, [S. l.], v. 13, p. 85–96, 2025. Disponível em: https://rebena.emnuvens.com.br/revista/article/view/466. Acesso em: 2 maio. 2026.
VIANA Cláudia Márcia Santos. Tecnologias Interativas como Estratégias nos Processos de Ensino e Aprendizagem de Crianças Autistas: Um Estudo de Caso na Educação Infantil. Dissertação: Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Educação do Centro Universitário Vale do Cricaré – ES, 2022.
VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem: um estudo experimental da formação de conceitos. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes 2005.
ZULIANELO Vagner. Matemática na Prática: Uma Proposta de Formação Continuada para Professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Dissertação. Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática - Universidade de Caxias do Sul, 2022.
